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Polícia Judicial: curso busca ampliar e padronizar capacitação de formadores

A Academia Nacional de Polícia Judicial (ANPJ), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), iniciou nesta quarta-feira (30/9) e segue até a sexta-feira (2/10) com o Curso de Formação de Formadores – Nível 1 | Módulo 1, voltada à qualificação de policiais judiciais para atuarem como instrutores e multiplicadores de conhecimento. A capacitação vai ampliar e padronizar a formação da Polícia Judicial em todo o país, preparando os participantes para planejar, ministrar e avaliar ações educacionais alinhadas às diretrizes institucionais, além de fortalecer a disseminação de boas práticas e otimizar o uso dos recursos públicos. A diretora nacional de Polícia Judicial (DNPJ), Fernanda Portella Sampaio, afirmou que o Curso de Formação de Formadores da Polícia Judicial é uma das iniciativas previstas no plano estratégico do biênio 2025-2027 e representa um passo inicial para ampliar a qualificação dos agentes da Polícia Judicial, avançar na padronização dos procedimentos de formação e reduzir custos para os tribunais. “A iniciativa faz parte de um processo de fortalecimento institucional e de crescimento da Polícia Judicial, contribuindo para a consolidação de uma cultura permanente de capacitação e aperfeiçoamento profissional”, declarou. Capilaridade e realidades locais O curso surgiu da percepção de que, embora haja profissionais qualificados em todo o país, faltavam padrões e diretrizes comuns para a capacitação. A diretoria acrescentou que, quando o CNJ promove cursos presenciais em sua sede, em Brasília, é possível capacitar alguns instrutores, servidores e policiais judiciais, mas não todos os profissionais que atuam nos tribunais brasileiros. “Com a formação de instrutores em diferentes regiões do país, conseguimos capacitar mais pessoas para atuar dentro das próprias unidades”, destacou. De acordo com Fernanda, foi realizado um chamamento nacional para identificar talentos e profissionais com potencial para atuar na formação. Entre os inscritos, foram selecionados aqueles que já exerciam atividades de instrutoria ou possuíam experiência relacionada à docência e à capacitação. Os participantes se reúnem em Brasília para conhecer ferramentas pedagógicas, didática e metodologias de ensino, com foco em como transformar conhecimento técnico em aprendizagem e ampliar sua disseminação. Outra vantagem de formar formadores é a adequação da disseminação de conhecimento conforme as múltiplas realidades locais. “O Brasil possui contextos muito persos, seja em relação aos recursos materiais, ao efetivo disponível ou às necessidades específicas de cada unidade. Os profissionais capacitados no curso conhecem essas particularidades e conseguem adaptar a transmissão do conhecimento à realidade local, sem perder de vista a padronização nacional”, afirmou a diretora. Texto: Ana Moura  Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 20
30/09/2026 (00:00)

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