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Pais de alunos de creche discutem Lei Maria da Penha

Em continuidade à programação da Coordenadoria Estadual de Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid) do Tribunal de Justiça do Pará, pela passagem do Dia Internacional da Mulher, a juíza Reijjane Oliveira ministrou, na sexta-feira, 9, palestra aos pais de alunos da creche Santo Antônio Maria Zaccaria. Marília Amorim, assistente social da Basílica Santuário e a coordenadora, Tania Mara Fernandes Costa, receberam os pais dos alunos da creche que tem 60 crianças de 3 a 5 anos matriculadas. A coordenadora da creche Santo Antônio Maria Zaccaria, mantida pela Basílica Nossa Senhora de Nazaré, disse ser muito importante tratar do tema violência doméstica com os pais dos alunos. “É de grande valia trazer esse tema que, infelizmente, está tão presente nos dias de hoje. As crianças que atendemos são de famílias com baixa renda, e a maioria tem pouco acesso à informação, então, é relevante trazer a eles essa orientação”. Clézio Nazareno Oliveira de Brito, pai do pequeno Leonan Clécio, de 3 anos e 6 meses disse da importância de se respeitar ao próximo. “Com essa palestra, nós podemos, no seio da nossa família, disseminar a informação, com nossos vizinhos, num trabalho de formiguinha. Hoje, mesmo com a Lei Maria da Penha, ainda vemos muitas pessoas se agredindo mutuamente. O mais importante é respeitarmos uns aos outros, temos que ter empatia pelo próximo, tudo o que você quiser de bom para sua vida, você deve desejar ao próximo. Assim é que estaremos no caminho da evolução”. O casal Silvia da Silva e Carlos Ataíde elogiou a discussão aberta sobre violência doméstica. “Acho importante a escola trabalhar esse assunto, porque às vezes a violência acontece dentro de casa e o reflexo acaba sendo na escola. E assim, a criança que cresce num lar de violência, vendo o pai maltratar a mãe, vai entender aquele comportamento como normal e vai reproduzir”. Disse Carlos, pai do aluno Eduardo, de 2 anos e 11 meses. A magistrada Reijjane Oliveira, juíza auxiliar da Cevid, falou sobre as ações que incentivam o combate à Violência Doméstica. “A Lei Maria da Penha, em seu artigo 8º, prevê que uma das políticas públicas a serem desenvolvidas é justamente a educação, a disseminação de informações para que se possa prevenir a violência contra a mulher. É esse o trabalho que a Cevid realiza, indo a escolas e outras instituições, levando palestras, debates, explicando e informando sobre a Lei Maria da Penha, questões de gênero, violência doméstica... Todas essas questões que foram sendo naturalizadas através do tempo, que são reproduzidas na família e em toda a sociedade. É preciso que haja uma conscientização para que se mude essa concepção de que violência contra a mulher é normal, que a dominação do homem sobre a mulher é natural, o que não é. Precisamos mudar essa cultura, e isto só se consegue com informação, com educação. Porque uma sociedade com tanta desigualdade não é uma sociedade saudável”.
Fonte:
TJ Para
10/03/2018 (00:00)

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