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Alunos aprendem a identificar abusos

Relacionamentos abusivos foram tema de uma palestra realizada nesta quinta-feira, 14, no auditório des. Wilson Marques, no Fórum Criminal de Belém, como parte da programação da 13ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa. Participaram da palestra 42 alunos do 8º e 9º anos da Escola Estadual de Ensino Fundamental General Gurjão, acompanhados de professores e pedagogos. “Falar de educação é sobretudo falar sobre informação. Queremos informar e formar melhor. Fazemos, sobretudo, um trabalho de prevenção para que possamos valorizar essas relações de afeto e evitar futuros atos de violência", disse a desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, presidente do TJPA em exercício, na abertura da palestra, enfatizando o caráter informativo e preventivo da programação. A magistrada também está à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid).  No encontro, as facilitadoras Riane Freitas, pedagoga, e a psicóloga Eveny Teixeira, da Coordenadoria Estadual de Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), explicaram a importância do consentimento e da inserção de uma nova mentalidade colaborativa e respeitosa nos relacionamentos, sem abusos. As palestrantes também orientaram os alunos, caso identifiquem alguma violência, a procurar o apoio de amigos e familiares para que providências sejam tomadas. Os adolescentes assistiram a um vídeo no qual o parceiro transforma gradativamente seu comportamento de amável a agressivo, com objetivo de sensibilizar os alunos a diferenciarem um relacionamento amoroso de um relacionamento abusivo. Depois dessa reflexão, as palestrantes explicaram aos jovens a naturalização do abuso e a busca da desconstrução de padrões relacionados ao gênero, tais como a noção de que a mulher seria propriedade do homem. O direcionamento específico da Lei Maria da Penha às mulheres (pessoas que se identificam com o gênero feminino), a aplicação da lei nos casos em que há vínculo entre agressor e vítima, e os serviços das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM) e o apoio psicossocial prestado às vítimas também foram tratados na palestra. Os cinco tipos de violências sofridas pelas mulheres - psicológica, moral, patrimonial, sexual e física - também foram abordados. Para ilustrar as situações, as palestrantes usaram exemplos práticos de comportamentos que os adolescentes podem se deparar, como parceiros que exercem controle sobre roupas, companhias, dinheiro ou redes sociais da mulher; fazem humilhações ou chantagens, ou causam seu isolamento, espalham mentiras e acusações sobre a vítima ou fazem comentários depreciativos sobre seu corpo com a intenção de abalá-la emocionalmente e outros tipos de violações de direitos. A aluna Selena dos Santos Borges, 13 anos, do 8º ano, disse que aprendeu bastante com a palestra. “ Aprendi a como me comportar diante das situações e descobri também que a gente tem uma decisão a tomar em relação a isso. Gostei bastante. Algumas das coisas que a palestrante falou eu não sabia que eram violência. Consegui identificar e agora vou saber o que é ou não”, disse. Na ocasião, o juiz diretor do Fórum Criminal de Belém, Raimundo Moisés Alves Flexa,  observou a mudança de pensamento e maior visibilidade que as mulheres obtiveram no decurso da história. Para a coordenadora do 6º ao 9º ano da escola, Socorro Rocha, o ambiente escolar é um espaço de formação, que constantemente necessita realizar o trabalho de prevenção. “Essas parcerias são sempre muito bem-vindas, porque estamos trabalhando com crianças e adolescentes, meninos e meninas, que precisam ter informação de como as coisas acontecem para que possamos ter prevenção, que não se chegue a extremos e, em caso de chegar, possamos sabermos como conduzir, o que fazer, o que procurar, que órgãos podem ser acionados”, disse. Ao final, os alunos fizeram uma visita guiada às dependências do Fórum e conheceram o gabinete da 3ª. Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Fonte:
TJ Para
14/03/2019 (00:00)

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