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Diálogos ajudam vítimas de violência

Josiane Andrade morava com o companheiro, pai de seu filho, que a espancava mesmo na gravidez. Após ter conseguido junto ao Judiciário uma medida protetiva, Josiane foi chamada a participar de um círculo de diálogo com o tema “Círculo da injustiça na minha própria vida” realizado nesta quarta-feira, 13 no Fórum Criminal de Belém, com outras mulheres vítimas ou testemunhas de violência doméstica. No círculo de diálogo, com o auxílio de um objeto usado para a condução da fala entre as participantes, as mulheres relataram situações de injustiça e também seus melhores valores trazidos ao momento do círculo e para a própria vida, a fim de resgatar a força das participantes após os episódios de violência. “Depois da reunião está tudo bem, me senti ótima. Nota dez, porque é bom buscar as pessoas e trazer para cá para conversar, porque às vezes as pessoas ficam atordoadas. A reunião deixou a gente muito bem”, disse Josiane, que diz ter aprendido a reconhecer o próprio valor depois do que vivenciou. “Vivia com o pai do meu filho, e ele me espancava mesmo na gravidez. Hoje em dia eu não deixo mais, aprendi a dar valor a mim mesma. Primeiro eu, depois vem o resto”. O momento de reflexão aborda a percepção da justiça pelas participantes como um valor,  e o fortalecimento das vítimas, como conta a pedagoga Riane Freitas, da equipe multidisciplinar da Cevid, facilitadora do círculo de diálogo. “Selecionamos cerca de sete mulheres que conseguiram junto ao Judiciário medidas protetivas, e nesse círculo abordamos a questão da justiça, dos valores, do sentimento que elas têm quando são partes de um processo, como elas se sentem e como elas estão depois do processo. Esse é um trabalho de fortalecimento, tanto das vítimas quanto dos autores porque vamos falar da justiça como um valor, e a pessoa se reconhece e reflete sobre o que ela pode fazer, as diretrizes a tomar para sua vida”, disse. O círculo de diálogo faz parte da programação da 13ª. edição da semana Justiça pela Paz em Casa, idealizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de agilizar processos de violência doméstica contra a mulher e promover ações interdisciplinares para dar visibilidade ao assunto e sensibilizar a sociedade para a violência que as mulheres enfrentam. A Coordenadoria de Mulheres em situação de Violência Doméstica (Cevid), do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), que tem à frente a desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, é responsável pela execução da campanha no estado do Pará. Justiça pela Paz em casa nas Varas de Violência Doméstica Cerca de 1.600 processos foram selecionados para serem apreciados, em julgamentos e decisões nas comarcas do estado no período da campanha. Nas varas de Violência Doméstica, o número de audiências aumenta durante a semana, assim como outras rotinas executadas, como explica o juiz Otávio dos Santos Albuquerque, titular da 3ª. Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher de Belém. “Normalmente temos cerca de seis audiências diárias e são agendadas 10 ou 11 diariamente. Além disso, separamos alguns processos para darmos andamento mais ágil, tais como decisões e sentenças especificamente. Processos antigos, de réus presos e de pessoas idosas têm prioridade”. Outra rotina tomada pelas varas é a convocação de interessados para os círculos restaurativos ou atendimentos feitos pela equipe multidisciplinar das varas. “ Também fazemos o acolhimento de pessoas que têm pretensão em participar das práticas restaurativas ou para algum tipo de conversa com a equipe multidisciplinar. Somos uma vara especializada, com um foco diferenciado, mas a Semana Justiça pela Paz em Casa dá maior visibilidade e procura aumentar esses números para chamar mais a atenção para esta violência”, avaliou o magistrado. A programação da semana continua nesta quinta-feira, 14 de março, com uma palestra para alunos do 8º e 9º anos da escola Estadual General Gurjão, que ocorrerá no Fórum Criminal. Na sexta-feira, 15, uma palestra para homens, pelo projeto mãos à obra será realizada no canteiro de obras do BRT.
Fonte:
TJ Para
13/03/2019 (00:00)

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